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Paralisia periódica hipocaliémica
A paralisia periódica hipocalémica (hipoPP) é caracterizada por episódios de paralisia muscular durando desde poucas a 24-48 horas e associada a uma queda dos valores de potássio no sangue.
ORPHA:681
A prevalência está estimada que seja cerca de 1 em 100,000.
A paralisia afeta mais frequentemente os quatro membros, resultando em tetraplegia. Os fatores do princípio de desencadeamento incluem refeições ricas em carbohidratos e repouso após o exercício. A apresentação da doença normalmente ocorre durante a segunda década de vida. Num número indefinido de casos, a hipoPP pode estar associada a uma miopatia vacuolar resultando em deficiência motora permanente ocorrendo durante quarta e a quinta década de vida.
A hipoPP é transmitida como uma doença autossómica dominante com penetrância incompleta, especialmente nos indivíduos do sexo feminino. Foram descritos casos esporádicos e mutações de novo. Cerca de 70% dos casos estão associados a mutações no gene dos canais de cálcio do músculo CACNAIS e 10% dos casos estão ligados a mutações no gene do canal de sódio do músculo SCN4A.
O eletromiograma com stress de exercício revela inexcitabilidade à membrana muscular e ajuda a orientar o diagnóstico molecular. O diagnóstico molecular é possível através da análise dos genes causativos identificados até ao momento.
O diagnóstico diferencial deve incluir paralisia periódica tireotóxica (ver este termo) que é associado com níveis anormais da hormona da tiroide.
Os suplementos de potássio e/ou tratamento com acetazolamida levam a uma diminuição significativa no número de episódios e na deficiência motora resultante.
Atualizado em: junho 2007 - Editor(es) Prof Bertrand FONTAINE
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