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Arterite de células gigantes

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Definição da doença

A arterite de células gigantes (GCA) é uma vasculite dos grandes vasos envolvendo predominantemente as artérias com origem no arco aórtico e especialmente os ramos extracranianos das artérias carótidas.

ORPHA:397

Nível de Classificação: Patologia

Sinónimo(s):
  • Arterite temporal
  • Doença de Horton

Fonte: ID PubMed 29083688 38574745

Prevalência: 1-5 / 10 000

Hereditariedade: Multigénico/Multifactorial

Idade de início: Idade adulta

CID-10: M31.6

CID-11: 4A44.2

OMIM: 187360

UMLS: C0039483

MeSH: D013700

GARD: 9615

MedDRA: 10018250

Sumário
Epidemiologia

A GCA é a vasculite mais comum do adulto com uma incidência anual de 1/3,000-1/25,000 nos adultos com mais de 50 anos. É mais frequente nas populações do norte da Europa. A GCA afeta pessoas com mais de 50 anos de idade (idade média do diagnóstico entre 70-75 anos de idade) e ocorre duas vezes mais frequentemente nas mulheres do que nos homens.

Descrição clínica

A GCA começa frequentemente de forma insidiosa com sintomas gerais, manifestações cranianas (cefaleias, claudicação da mandíbula, sensibilidade do couro cabeludo, perda de visão), e, em cerca de 50% dos doentes, polimialgia reumática. Em 20-30% dos doentes ocorrem sintomas visuais devido a uma neuropatia óptica isquémica, e podem levar rapidamente a cegueira monocular irreversível. Pode também ocorrer doença das grandes artérias, incluindo das artérias carótidas e subclávias. Em aproximadamente 15% dos doentes ocorre aortite torácica com aneurismas mas são geralmente uma complicação tardia da GCA.

Etiologia

A etiologia da arterite de células gigantes é desconhecida. Alguns estudos encontraram ligação de fatores genéticos, agentes infecciosos e história prévia de doença cardiovascular ao desenvolvimento de arterite das células gigantes.

Métodos de diagnóstico

O diagnóstico de GCA pode ser feito por uma biopsia da artéria temporal ou baseado na associação de características demográficas (idade> 50 anos), critérios clínicos (sintomas cranianos), marcadores inflamatórios elevados, e uma resposta favorável a glucocorticóides. Na biópsia da artéria temporal, o critério histológico mais importante (e obrigatório) para o diagnóstico da GCA é um infiltrado celular mononuclear predominando na junção média-intima ou envolvendo toda a parede do vaso (panarterite). O potencial papel dos estudos imagiológicos na avaliação da arterite de células gigantes (e.g., ultrassonografia ou RMN das artérias temporais, PET scan F18) tem recebido atenção crescente mas permanece incerto qual a melhor forma de serem integrados no processo de diagnóstico.

Diagnóstico diferencial

Nos doentes idosos que se apresentam com sintomas gerais e marcadores inflamatórios elevados, é necessário serem considerados diagnósticos de cancro ou infeção. Os sintomas de polimialgia reumática podem também direcionar para o diagnóstico de polimialgia reumática isolada ou artrite reumatóide. Em alguns casos, pode ocorrer envolvimento das artérias temporais comprovado por biopsia noutras vasculites sistémicas, e.g., poliartrite nodosa ou poliangiite microscópica.

Controlo da doença e tratamento

Os glucocorticóides são altamente e rapidamente eficazes na GCA mas frequentemente associados a morbidade substancial numa população idosa. Agentes imunossupressores adjuvantes e.g. metotrexato, foram considerados como permitindo a redução do uso de glucocorticóides. Foi sugerido que a prescrição concominante de terapia antiplaquetária ou anticoagulante reduzia a ocorrência de eventos isquémicos na arterite de células gigantes.

Prognóstico

A doença é crónica e o curso clínico é altamente variável. Aproximadamente 50% dos doentes experienciam recaídas da doença subsequentes. A cegueira é a complicação mais temida.

Atualizado em: outubro 2009 - Editor(es) Prof Alfred MAHR
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