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COVID-19 e doenças raras
Recursos em Doenças Raras para Pessoas Refugiadas/Deslocadas
Acidúria argininosuccínica
ORPHA:23
A acidúria argininosuccínica é uma doença hereditária autossómica recessiva por deficiência de argininosuccinato liase, uma enzima envolvida no ciclo da ureia. Esta deficiência provoca hiperamonémia e deficiência de arginina. O início da doença ocorre pouco depois do nascimento com coma hiperamonémico grave que é frequentemente fatal ou durante a infância com hipotonia, atraso de crescimento, anorexia e vómitos crónicos ou alterações comportamentais. O início pode também ser mais tardio com coma hiperamonémico ou alterações comportamentais que mimetizam doenças psiquiátricas. É comum ocorrer hepatomegalia significativa e trichorrhexis nodosa. O diagnóstico é feito com base na existência de hiperamonémia e em cromatografias de ácidos orgânicos plasmáticos e urinários que demonstrem a acumulação de ácido argininosuccínico (AAS) e acidúria orótica. Os doentes são tratados com uma dieta vitalícia rigorosa, pobre em proteínas, associada a suplementação com arginina e por vezes benzoato de sódio ou fenilbutirato de sódio. O diagnóstico pré-natal é possível através do doseamento directo de citrulina e AAS no líquido amniótico ou por ensaio enzimático
Atualizado em: março 2004 - Editor(es) Prof Jean-Marie SAUDUBRAY
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